Inteligência emocional: como lidar com feedbacks no estágio
Com processos cada vez mais automatizados e o uso intenso de tecnologias, a margem para ajustes manuais diminuiu, o que torna o feedback uma ferramenta indispensável.
Para quem está começando a carreira, seja no programa de aprendizagem ou no estágio, ouvir que algo precisa ser melhorado pode causar um impacto emocional negativo imediato.
No entanto, a capacidade de processar uma crítica é o que define o sucesso de um talento em desenvolvimento.
A inteligência emocional manifesta-se quando o jovem profissional recebe uma avaliação negativa e em vez de ser afetado, a transforma em um plano de ação, mudando a postura dentro do trabalho.
Nas empresas que buscam fortalecer a cultura de inovação, o RH valoriza justamente quem demonstra resiliência diante dos desafios.
Dados do relatório Deloitte Global Human Capital Trends reforçam que, em um mercado dominado pela tecnologia, as competências humanas, as famosas soft skills, são o que realmente geram valor sustentável para as organizações.
E, nesse caso, a inteligência emocional aparece no topo das prioridades, pois profissionais com essa característica conseguem manter a produtividade mesmo sob pressão.
O segredo para não entrar em curto circuito está em separar quem você é do que você faz. Um erro em um relatório ou uma falha em um processo de atendimento via WhatsApp não definem o seu potencial,eles apenas indicam que aquele ponto específico precisa de ajuste. Essa distinção é necessária para manter a saúde mental e o foco no aprendizado contínuo.
Para as empresas, promover um ambiente onde o feedback é constante e construtivo é uma estratégia de retenção.
O CIEE/PR identifica que a transparência nas relações de trabalho ajuda a reter clientes e a fortalecer o banco de talentos, pois o jovem se sente seguro para crescer.
Quando a organização adota essa prática de desenvolvimento, ela assume o compromisso de desenvolver pessoas de forma ética e humana.
Um estagiário que sabe lidar com o “não” ou com o “precisa melhorar” hoje será o gestor equilibrado de amanhã.
Essa evolução é o que o buscamos ao conectar estudantes preparados a empresas que valorizam o desenvolvimento social.
Ouvir um feedback negativo exige, antes de tudo, uma postura de escuta ativa. Em vez de formular uma defesa imediata, o profissional deve focar em compreender a origem da observação do gestor.
Perguntar “Como posso fazer diferente na próxima vez?” ou “Como posso melhorar?” demonstra maturidade e interesse em desenvolvimento.
O CIEE/PR atua como uma ponte que oferece a vaga e também prepara o estudante para esses momentos de pressão.
Programas como o Jovem Ação e os cursos de capacitação gratuitos são desenhados para fortalecer a base emocional e técnica dos adolescentes em situação de vulnerabilidade e dos jovens em geral.
Ao entender que o feedback é um investimento que o gestor faz no seu crescimento, a sensação de “desmoronar” dá lugar ao “construir”.
O caminho para se tornar um líder tecnológico e humano começa na humildade de reconhecer que o aprendizado é um processo infinito.
Afinal, a tecnologia pode acelerar os resultados, mas são as conexões humanas e a capacidade de aprender com os erros que garantem a sustentabilidade do negócio.